quinta-feira, 1 de abril de 2010

The Wall

Um muro. Foi essa a imagem que Roger Waters teve logo após cuspir na cara de um fã num show em 1977 em Montreal, Quebec. Waters era o cantor, compositor e líder da banda inglesa Pink Floyd (1964-1995), uma das bandas de rock progressivo mais importantes da história. O álbum The Wall foi lançado em 1979, ganhou disco de platina 23 vezes e já foi eleito como o 65º (Q Magazine) e 87º (Rolling Stone) melhor álbum de todos os tempos. Foi adaptado para o cinema e lançado em 1982 pelo diretor britânico Alan Parker (Fame, 1980) da MGM.

O roteiro do filme foi feito pelo próprio Roger Waters idealizador do álbum. Chegou-se a cogitar seu nome também para a interpretação do protagonista, Pink, mas elegeu-se o cantor e compositor Bob Geldof, da banda punk Boomtown Rats. Pink é inspirado na vida de Waters e também na de Syd Barret, fundador da banda Pink Floyd.

O musical é a transposição do álbum homônimo. Pink é um war baby, isso é, uma criança nascida em meio a Segunda Guerra e que, por isso, não conheceu seu pai. Superprotegido pela mãe, no meio dos anos 50, o garoto sofria na escola, humilhado pelo professor por escrever poemas(a letra da música “Money”, do álbum “The dark side of the moon”). Ao crescer, torna-se um astro de rock e cai em depressão diante da fama. Já casado, negligencia a esposa que o trai e, depois, o abandona. Pink aparece, então, completamente depilado sem, inclusive as sobrancelhas (como Syd Barrett fez em 1975), vendo TV, como fizera a vida inteira, até se sentir absorvido pela inércia. O cantor sofre alucinações e tenta suicídio. Transtornado, pensando ser um ditador Neo-Nazista, num dos shows, lidera os fãs num movimento de limpeza do mundo dos males da sociedade: as minorias. Cansado, então, pede para voltar a viver como antes. Um julgamento se estabelece em sua mente e nele o passado retorna. Mãe, professor e esposa depõem contra ele, isolado do mundo através de um muro. A sentença do julgamento é de que o muro deve ser explodido. A seqüência final do filme é a explosão do muro para que Pink possa se integrar ao mundo, saindo de seu aprisionamento.

Altamente metafórico e brilhantemente imagético, o filme é também inspirado em O Muro, de Jean Paul Sartre de 1939. As animações são de Gerald Scarfe.

As músicas mais conhecidas são: The Happiest Days of Our Lives, Another Brick In The Wall (Parte II), Mother, Empty Spaces, Young Luste Comfortably Numb. Trecho da música The show must go on é cantada também no musical Moulin Rouge - amor em vermelho.

Ainda não houve uma adaptação teatral para o musical cinematográfico.

1 comentários:

Marcelo disse...

O filme, bem como o álbum sãos obras de arte inquestionáveis. Sou um grande fã.

Aproveito para corrigir algumas informações equivocadas em seu texto. A primeira delas é com relação ao musical Moulin Rouge: "The show must go on" interpretada no em Moulin é a canção da banda Queen e não a música de mesmo nome da banda Pink Floyd.

"Young Lust" (sem a vogal 'E' assim como referida no texto) e "Comfortably Numb" são músicas distintas. O link indicado leva apenas para o vídeo da canção "Comfortably Numb", faltando assim o respectivo vídeo de "Young Lust".

Outrossim, The Wall foi já fora também interpretado no teatro.

18 de outubro de 2010 15:40

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